Gosto bastante do trabalho da produtora de vídeos online Common Craft. Eles produzem alguns vídeos educativos bem simples sobre a rede e foram por uma linha bem interessante, de educar o “mercado de internet”.
A idéia é explicar de forma simples [em menos de 3 minutos] o que é o produto da empresa e, ao mesmo tempo, criar um viral, um vídeo que naturalmente é distribuído pela rede.
Depois de trabalhar com o Meetup, a produtora tem como cliente a rede social LinkedIn. Acima está o resultado, o vídeo O que é LinkdeIn? [em breve deve aparecer uma versão legendada no Dotsub]
O nome da designer chinesa Yiying Lu é um dos que começa a ficar mais famoso na rede. Lu é criadora da figura cima, uma baleia que aparece toda vez que o Twitter sai do ar. É a imagem padrão da “página de erro” da ferramenta de microblogging.
A designer é “cria” da própria rede. Atualmente, estuda na Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, e a figura da baleia foi criada em março de 2007 como parte de alguns estudos da designer.
Sem qualquer pretensão, ela publicou, como utilização para papel de parede, a imagem no site iStockPhotos. À época, alguém do Twitter foi lá, gostou e comprou a foto e os direitos de uso por US$ 10.
Hoje a baleia é usada como figura de erro no Twitter, ganhou o nome de Fail Whale, é tema de camisetas que estão à venda em uma loja online [controlada pela designer] e tem até um fã-clube na Facebook.
Além de quando o twitter sai do ar, o trabalho de Lu pode ser conferido em seu site pessoal.
Já que o serviço de rádio online e “personalizável” Pandora está bloqueado no Brasil, sempre é bom testar alguns possíveis substitutos. O MeeMix parece cumprir bem essa função.
Funciona no mesmo esquema do Pandora. Você digita o nome de um artista e o sistema vai recomendando outros relacionados. A cada música, você diz se gostou ou não. O MeeMix vai aprendendo os seus gostos musicais e afinando as recomendações.
O interessante é que ele tem um “Video Mode”. Ao clicar no botão, o MeeMix funciona como um “Pandora à la YouTube” e, ao invés de músicas, começa a recomendar videoclipes.
Algumas pessoas estão enviando links relacionados ao assunto.
Foi criada uma pesquisa para medir de modo geral [e informal] os impactos causados pela pane. Você precisa informar somente nome e cidade. Diversos relatos são reunidos.
Se você quer ler mais relatos e saber mais sobre a pane, recomendo ficar de olho no Summize, que agrega mensagens do Twitter, e no Google News, que filtra as notícias por assunto.
Olha que case interessante. Para incentivar a criação de mashups, o governo britânico lançou um concurso e está liberando o acesso a informações públicas de seus bancos de dados nas áreas de saúde, segurança e educação.
O projeto chamado de The Power of Information Taskforce premiará o autor da idéia mais interessante de mashup/serviço/site que tenha como base o conteúdo dessas áreas.
A intenção do governo britânico é que surjam projetos como o FixMyStreet, que plota em um mapa locais que sofreram recentes atos de vandalismo na Inglaterra, e o brasileiro Citix, que, a partir de dados do Ministério Público, mostra em um mapa online os locais mais perigosos e onde recentemente aconteceu um crime em Recife.
Em uma conferência da Google, em maio, Gordon Brown, primeiro-ministro britânico que utiliza Twitter, Flickr e tem um canal de “perguntas e respostas” no YouTube, falou sobre a intenção de seu governo utilizar mais as “novas tecnologias” para melhorar o serviço público.
Os primeiros projetos do “concurso de mashups do governo britânico” já começam a aparecer aqui. Algumas idéias são bem interessantes.
Vale registrar aqui, no blog, a existência do FoodPairing, um projeto que, por meio de gráficos, mostra qual alimento combina mais com o sabor de outro.
É só selecionar o alimento na capa do site e ver as combinações possíveis. Algumas são bem estranhas.
O FoodPairing foi criado por Bernard Lahousse, belga especialista em unir “gastronomia a novas tecnologias”.
Positiva a integração que o prêmio Multishow fez com o Twitter na noite desta terça-feira. Durante a transmissão ao vivo do prêmio, comentários sobre a premiação feitos por um usuário do Twitter da Multishow, direto do Teatro Municipal, onde ocorreu o evento, foram publicados em um box no site do canal, no portal Globo.com.
Não sei se foi intencional [bem provável que não], mensagens de usuários que seguiam o perfil oficial da Multishow no Twitter também foram publicadas. No final, ficou interessante, pois, em sua maioria, as mensagens eram comentários sobre o prêmio [imagem acima].
Na prática, a integração funcionou assim. Você assistia à transmissão ao vivo pelo site e acompanhava na mesma tela os comentários sobre o prêmio no box “direto do municipal”. No meio desses comentários, havia informação de bastidores que complementava a transmissão, algo como “Gabriel, O Pensador morreu de rir no camarim com o Zeca Pagodinho procurando o Ben Harper…”
Além de integrar, o uso desse box no site da Multishow permitiu que uma pessoa que não tivesse Twitter ou nem soubesse o que era a ferramenta pudesse acompanhar as mensagens. É esse tipo de artifício e integração que ainda sinto falta no Roda Viva, da TV Cultura.
Em maio, a WCNC, emissora de TV da Carolina do Norte, fez um uso parecido do Twitter para cobrir as eleições presidenciais nos EUA.
Por meio da ferramenta de microblogging, repórteres enviavam direto da rua informações e comentários que eram publicados automaticamente no site da emissora.
Está confirmado. A Microsoft comprou o Powerset, aquele sistema de busca que promete trazer resultados mais relevantes do que o Google e trabalha com conceitos da web semântica. O valor não foi revelado.
A equipe do Powerset integrará o projeto Live Search da Microsoft. Segundo o anúncio oficial da empresa de Redmond, será uma forma de complementar as pesquisas com “linguagem natural” nas buscas.
O Powerset não é o primeiro projeto a trabalhar com “linguagem natural” - o sistema Lexxe já faz experimentos há bastante tempo - mas é o que conseguiu mais destaque até hoje.
Apesar de achar que o Powerset é mais um protótipo/tese acadêmica do que um produto final, acredito que agora chegou a hora do sistema mostrar que não é apenas hype.
A Adobe anunciou nesta terça-feira que os mais importantes sistemas de buscas no mercado - Google, Yahoo! - estão trabalhando em um algoritmo que permitirá indexar os conteúdos de arquivos e sites feitos em Flash.
É uma resposta da Adobe à recente Silverlight, tecnologia da Microsoft parecida com o Flash e que permite a indexação em mecanismos de buscas.
Você sabia que a agência de notícias Reuters tem um plugin para o WordPress? O Tagaroo trabalha com o conceito de web semântica e tem o objetivo de tornar mais intuitivo o processo de colocar tags nos posts de um blog.
Funciona assim - depois de instalado o plugin, a parte administrativa de seu blog em WordPress ganha um painel de sugestões de tags para o seu post. Na verdade, o Tagaroo lê o seu post, a semântica das palavras, e indica as tags que melhor servem para o seu post [imagem abaixo].
Além disso, o plugin é integrado ao site de imagens Flickr e exibe, de acordo com a “semântica de seu post”, fotos que tenham a ver com o seu texto.
Por trabalhar com semântica e ser projetado para sites em inglês, o Tagaroo não funciona muito bem em blogs escritos em português. Aliás, o plugin nasceu na ClearForest, empresa especializada em data mining, que a Reuters adquiriu no ano passado.
De 2 anos para cá, a agência inglesa tem focado parte de suas pesquisas nessa área da chamada web semântica. Semelhante ao The New York Times, vem tratando o investimento em pesquisa para criação de novos produtos como algo crucial para o seu futuro.
Fora isso, a Reuters vem adotando um chamativo reposicionamento. Com a abertura de seu conteúdo mais generalista na rede, está passando de fornecedora a concorrente de seus próprios clientes.
Já ouvi a reclamação de várias pessoas, portanto vale a pena postar a dica aqui, no blog.
Se você não gostou da nova barra de endereços do navegador Firefox 3 e de seu recurso de autocompletar, que mostra primeiro os sites que você mais visita, existe uma solução.
A extensão Oldbar faz a sua barra funcionar igual à antiga, do Firefox 2.
Via Alt1040, soube que a Tobacco Free Florida iniciou uma campanha online anti-fumo em que a interface do game Halo é utilizada. Dê uma olhada no resultado final no vídeo acima.
A Tobacco Free Florida é a mesma organização que, há uns três meses, lançou o Qwitter, uma ferramenta que integrada ao Twitter ajuda uma pessoa a parar de fumar.
Mais discreto e direto: blogueiro Scoble usa o N95 para fazer entrevistas
Debates sobre o quanto os aparelhos móveis podem ser ferramentas para fazer um melhor jornalismo quase sempre acabam em apenas teoria. Não é à toa, são poucas as empresas que praticam o que seria o chamado “mobile journalism”.
Tammy Haddad, consultora de mídia da revista Newsweek, mostra na prática o quanto utilizar esses equipamentos pode ser positivo para o jornalismo. Ela mesmo está usando uma Sanyo para gravar reportagens em vídeo para a revista.
É menos intimidador do que chegar com uma equipe de TV, formada por câmera, repórter e assistente.
Realmente, isso é um aspecto fácil de notar. Falo por experiência própria. Ao gravar com o N95 os videocasts para o blog e para um outro projeto, percebo que as pessoas ficam mais tranquilas para dar entrevista do que se eu chegasse com uma equipe de TV completa.
Kit Mobile da Reuters
Mas acredito que existe um porém nisso. Para fontes que adoram dar entrevistas para equipes de TV - promotores e ex-big brothers, por exemplo - talvez não seja, em um primeiro momento, tão interessante [para eles] dar entrevista para uma pessoa com um celular na mão.
No entanto, segundo Haddad, existe um outro benefício prático para o jornalismo no uso desses gadgets. Com esse tipo de equipamento você pode intervir menos no fato, a presença do repórter é mais discreta.
Quem trabalha ou já trabalhou com TV sabe o que acontece quando você liga a câmera em um evento. E um repórter com uma câmera de mão ou um celular é bem mais discreto.
Por isso, que, dependendo da pauta da matéria, é mais negócio mandar um repórter com um celular do que uma equipe de vídeo inteira.
Aproveitando o assunto, vocês já viram que o portal do jornal ADN, da Espanha, está utilizando o Qik para fazer transmissões ao vivo de vídeo direto do celular? Eles estrearam oficialmente a integração com o serviço durante a final da Eurocopa, que teve a seleção da Espanha como vencedora.
Já que a intenção não era fazer uma reportagem com começo, meio e fim, mas apenas mostrar, de imediato, o clima das comemorações nas ruas, nada mais inteligente do que o repórter do portal, que já está na rua, sacar o seu celular N95 e começar a fazer as transmissões ao vivo.
Olha aí embaixo os espanhóis comemorando, direto do Qik do ADN.